quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Grupo Libra. Apresentou respostas um tanto quanto desequilibradas




Nesta semana postamos as respostas do relatório do Grupo Libra.

Agradecemos muito a atenção da empresa em nos encaminhar as respostas e apresentar seus pontos de vista, pois são ações deste tipo que colaboram para o melhor conhecimento da gestão sustentável de uma empresa.

Ao ler as respostas, notamos o quanto a empresa está longe de apresentar um processo consistente de uma gestão sustentável, pois em muitos casos ficou evidente ainda o desconhecimento da empresa em como gerir certos aspectos no âmbito social e ambiental, como principalmente em ser mais transparente na forma de responder certos questionamentos.

Como as observações são extensas, resolvemos publicar em vermelho nossas observações logo abaixo das repostas encaminhadas pela empresa.

Boa leitura a todos.


Encaminhamos abaixo e no anexo as respostas aos questionamentos em relação ao Relatório de Sustentabilidade do Grupo Libra 2011.

Em 2007, o Grupo Libra passou por uma importante transformação em sua estrutura, com a criação de uma holding, adoção de um novo Modelo de Gestão e a implementação da Governança Corporativa. Como parte deste processo, criou em 2009, a Gerência de Sustentabilidade, com a missão estabelecer uma estratégia corporativa e para as unidades de negócios.

Consideramos o lançamento do Relatório um compromisso com a evolução dos resultados do Grupo. O relatório, que atendeu o nível C do GRI, recebendo a devida certificação, foi um grande desafio que nos permitiu realizar importantes reflexões sobre os caminhos que percorremos até aqui e definir quais os compromissos que devemos assumir para os próximos anos. Sabemos que ainda temos que evoluir na gestão da Sustentabilidade em todas as empresas do Grupo mas acreditamos que estamos trilhando o caminho correto.

Estamos à disposição para novas sugestões através do e-mail sustentabilidade@grupolibra.com.br.


1-      Vocês poderiam detalhar como ocorre efetivamente a gestão dita participativa no comitê de gestão?

Os Comitês de Gestão são responsáveis por determinar as diretrizes dos negócios. Estes fóruns participativos possuem representantes dos diversos negócios/áreas da companhia. Esta diversidade de opiniões enriquece o processo decisório, estabelecido de acordo com as regras da Governança Corporativa.

Não ficou clara na resposta como as pessoas realmente participam, o relato apresenta mais um rito protocolar e burocrático que participativo.

2-       Dentro de Gestão de pessoas, vocês promovem a gestão do clima organizacional, mas não apresentam as pesquisas de satisfação dos empregados. Vocês podem apresentar esses dados?

A Pesquisa de Clima Organizacional é bianual. Em outubro de 2010, ocorreu a 2ª edição. Mais de 80% dos colaboradores responderam à pesquisa, que apontou aumento da satisfação com o clima organizacional de 53% em 2008, para 57% em 2010. Todas as Unidades de Negócio apresentaram aumento do nível de satisfação. Outros pontos de destaque foram a evolução do processo de gestão de desempenho e relacionamento entre o colaborador e o seu superior imediato que cresceram 15 e 9 pontos percentuais respectivamente. As oportunidades de melhoria estão relacionadas aos recursos e à infraestrutura dos sistemas de tecnologia da informação com 41% de satisfação.

Com o intuito de aumentar a transparência sobre clima organizacional a empresa deveria demonstrar em seu próximo relatório de sustentabilidade o motivo de ter um percentual de satisfação relativamente baixo, apesar do aumento percentual obtido. As ações realizadas para melhorar o clima interno também são bem-vindas para os funcionários.

3-       Como é efetivamente disseminado para os empregados o princípio libra de relacionamento ? Como vocês avaliam que esses princípios são realmente aceitos e internalizados pelos empregados ?

Os Princípios Libra de Relacionamento foram lançados em outubro de 2011. Realizamos workshops para construção participativa com colaboradores de todas as Unidades. As unidades participaram da aprovação final e, cada colaborador recebeu um exemplar.

Hoje os colaboradores recebem os Princípios ao entrarem na empresa, durante a Integração. Eles são divulgados periodicamente através de campanhas de comunicação nos murais fixos, digitais e de forma permanente na Intranet. No mesmo período, lançamos a Ouvidoria Interna. Não há um processo de avaliação estabelecido que meça a retenção dos conteúdos dos Princípios de Relacionamento pelos colaboradores.

Princípios devem ser compreendidos e disseminados, mas o relato apresentado não apresenta esta questão.

4-       Das 60 manifestações registradas na ouvidoria, quais os principais assuntos tratados?

As reclamações referentes à Recursos Humanos referem-se a assuntos como: construção do refeitório no Aeroporto de Cabo Frio, atraso na entrega do contra cheque, registro de ponto, desligamento e recrutamento interno.


Continua fraca a resposta sobre o assunto. A Libra parece não querer abrir muito as polêmicas. Apresentou apenas 4 assuntos como exemplo e encerra a questão. Atraso na entrega de contra cheque nos parece uma assunto da mais alta importância. As empresas que apresentam isto de forma transparente demonstram as manifestações por categoria para que o leitor entenda o que de fato anda acontecendo na empresa. A Libra não quis dar esta abertura.

5-       Por que a Libra não demonstra como as 60 manifestações foram tratadas? O indicador HR4 solicita informações a respeito do número total de casos de discriminação e as medidas tomadas. Já que este é um tema material gostaríamos de receber mais informações sobre isto.

Todas as manifestações seguem o seguinte fluxo de tratamento: as manifestações recebidas são direcionadas para o Diretor Geral de cada unidade com cópia para o membro do Comitê Executivo. Após análise, a Ouvidoria recebe as respostas que deverão ser encaminhadas aos colaboradores dentro de um prazo pré-definido. Havendo questionamentos por parte dos colaboradores, as manifestações são encaminhadas novamente até que haja pleno entendimento das respostas.

No período entre outubro de 2011 e dezembro de 2011 não houve casos de discriminação.

Se tivéssemos um panorama claro das 60 manifestações a Libra ganharia nossa confiança, mas essa história de NÃO HOUVE CASOS e fim de papo, realmente não nos convence... Além de que agora surge na resposta uma data bem curta de "outubro a dezembro de 2011" onde não houve casos de discriminação. E de janeiro a setembro de 2011 como será que ficou isto?
E se o caso de discriminação é em relação ao gerente que é amigo do diretor que analisa o caso? A forma de análise da Libra não nos inspiraria independência suficiente para abrir o jogo, como funcionário. Será que isto tem alguma relação com o baixo nível de satisfação dos funcionários, demonstrando pela pesquisa de clima? Ficamos com esta dúvida.

6-       Na mesma linha de raciocínio, a Libra pode nos informar o que significaram as 60 manifestações, e se esta é a única maneira da empresa avaliar se existem casos de corrupção em suas atividades?

O Grupo Libra possui canais de diálogo como Encontro com o Presidente e Encontro Marcado (gestores e colaboradores) que possibilitam debates sobre todos os temas, inclusive corrupção. Além disso, os gestores são estimulados a estabelecer diálogo com suas equipes a fim de que o estreitamento das relações gerem confiança o suficiente para se tratar de todos os assuntos.

Temos também a Auditoria interna que atua avaliando os controles internos e processos baseados numa matriz de avaliação de riscos (probabilidade de ocorrência versus impacto no negócio) e na materialidade (relevância dos saldos). Anualmente são reavaliados os riscos através de entrevistas com a alta administração e também pelo follow-up dos planos de ação reportados pelas áreas auditadas para melhoria dos controles e mitigação dos riscos. À exceção das melhorias de controles internos, um dos pilares de facilitam a ocorrência de fraudes/corrupções, não há outros processos preventivos contra corrupção. A ouvidoria também é um importante canal no combate à corrupção. Quando pertinente, a manifestação é enviada à área de Auditoria que realiza as apurações necessárias, inclusive com a contratação de especialistas em fraudes.

Infelizmente ficamos sem saber se na tal matriz de riscos que passa por auditoria interna, existe algum risco identificado sobre corrupção. Auditor interno só verifica o que lhe é solicitado. De nada adiante ter um esqueleto mal alimentado...



7-      O terminal de Santos é o maior negócio da empresa, mas por que apresentou um aumento de 6,2% nas emissões? Qual a razão desta falta de gestão ambiental no porto?

O aumento se deu no Escopo 1, aumento do consumo de óleo diesel por conta do aumento da produção em 4%, além disso, houve aumento dos movimentos improdutivos, ponto focal das melhorias dos processos. No Escopo 3  avançamos na apuração dos dados e isto ocasionou o aumento do percentual em relação à 2010, exemplo: consumo de extintores e veículos de terceiros.

8-      Vocês poderiam explicar melhor por que as emissões na Libra Logística Intermodal aumentou 759% em um ano? Foi um aumento real ou um erro de gestão na compilação dos dados? Se for um erro de gestão.... Como posso confiar nos outros dados apresentados pela empresa?

Em 2010 a Unidade Intermodal não mensurava o controle do uso de diesel de empresas subcontratadas, somente das 2 empresas do grupo Rodocarga e CargoLog. A partir de 2011 ocorreu a migração dos serviços de transporte interno de contêiners e rodoviário, e as empresas Rodocarga e CargoLog passaram ser controladas pela Libra Terminais Santos. No mesmo período a Intermodal iniciou o monitoramento de diesel de todas as subcontratadas, além da frota da Libra Logística Campinas.

9-       Por que a geração de entulho subiu tanto de 2009 para 2011?

O aumento na geração de entulho se deu principalmente pelas obras ocorridas na Libra Terminais.

Libra Terminais Santos:

2010

Reforma do armazém 33.

2011

Reforma da pista de operação de RTG no Terminal 36

Obra para Codesp no Terminal 33

Reforma da Calderaria



Libra Terminais Rio:

2010

Demolição de prédio para construção de refeitório gerando cerca de 500 ton. de entulho.

Construção de Centro de Treinamento gerando cerca de 20 ton. de entulho.

2011

Reforma do piso do pátio 1 (02 quadras)para recepção dos 04 RTGs  gerando cerca de 12.496.805 ton. de entulho.



10-  Por que a unidade CNA incinera todos os seus resíduos perigosos e não os reutiliza ou recupera como as outras unidades? Qual o impacto atmosférico deste incineração?

Os  resíduos perigosos da CNA são gerados no processo de limpeza das balsas.  Não temos conhecimento de outro meio de tratamento que não seja por meio de incineração. Para outros tipos de resíduos, usamos tratativas como reciclagem, co processamento, incorporação etc. Quanto à queima, este resíduo serve de alimentação para o forno de fabricação de argamassa, sendo fonte de energia para outro processo.

Não ficou claro qual o impacto atmosférico deste tipo de ação. Faltou transparência nesta informação.


11-   Por que a maioria dos resíduos não perigosos são destinados a aterros sanitários e não para reutilização ou compostagem? Qual a qualidade do aterro que vocês enviam esses resíduos? Vocês fazem alguma inspeção?

Os aterros sanitários são uma opção para destinação dos resíduos não perigosos.

Todos os aterros que utilizamos são licenciados pelo INEA.

Mas por que não se utiliza este material em reutilização e compostagem ??? Não ficou clara a resposta.

12-   Vocês podem apresentar os índices de derramamento da empresa nos anos anteriores para efeito de comparação?

O controle deste indicador iniciou-se em 2010.

13-   Vocês afirmam que promovem diversas ações de conscientização de seus trabalhadores. Vocês possuem algum indicador que avalia se os conceitos foram absorvidos pelos empregados?

Não possuímos este indicador.
Ações de conscientização devem ter formas de ser medido... De nada adianta ações deste tipo sem que se saiba o real retorno desta atividade..... É jogar dinheiro fora.


14-   Na questão de trânsito e poluição sonora vocês possuem pesquisas com a comunidade para medir o real impacto da atividade portuária nas pessoas e processos de mitigação desses impactos?

Não há pesquisa junto à comunidade para medir o impacto das atividades.

Uma empresa de logística que causa tantos impactos na comunidade deve ter no seu cerne o entendimento sobre o bom atendimento das comunidades, algo que a empresa não pensou..... Se a empresa  busca ser sustentável, este é o primeiro passo.

15-  O item SO1 do GRI que avalia os impactos sociais nas comunidades, encontramos apenas um exemplos de ação em Santos sobre o agendamento de caminhões, que incomodam menos a comunidade por onde passam. A Libra tem alguma forma consistente de identificação de impactos sociais e gestão sobre os mesmos? Poderíamos receber informações sobre isto?
Não há avaliação formal dos impactos na comunidade oriundos da operação.

A Libra deveria criar uma maneira de analisar os impactos de suas operações nas comunidades, para depois disto, avaliar como resolvê-los. É por isto que a metodologia da GRI pede que se estabeleça metas de sustentabilidade. Seria um grande avanço para a Libra se trabalhasse desta forma. Ações pontuais na maioria das vezes não resolvem os problemas e acabam sendo mais caras...

16-  Sobre o item SO2 do GRI, por que a Libra se limita a escrever que todas as unidades foram submetidas a avaliação de riscos sobre corrupção? Podem nos informar como isto é feito e qual o resultado destas avaliações?

Anualmente é realizada em cada Unidade Operacional uma avaliação de riscos de processos onde são identificados quais riscos são capazes de impactar o atingimento dos objetivos da Unidade (riscos estratégicos, operacionais, financeiros, de conformidade, ambiental, fraudes e corrupção).Com base no plano anual de auditoria, são avaliados os controles existentes para mitigar os riscos e definidos planos de ação para implementação/melhoria destes controles. Consideramos que a melhoria contínua dos controles internos é parte relevante de um processo de combate às fraudes e corrupção, uma vez que trata de aspectos de segregação de funções, alçadas, controles de acesso, dentre outros.

Entendemos perfeitamente que este assunto é tratado dentro de um ambiente de confidencialidade, mas se a Libra não conta ao leitor o que de fato foi identificado e feito em 2011, nunca vamos nos dar por satisfeitos, simplesmente com uma declaração de que todas as unidades foram submetidas a avaliação de riscos sobre corrupção. A atual resposta continua vazia, uma vez que a empresa não nos relata o que esta avaliação encontrou ou o que foi feito em 2011 para diminuir os riscos na unidades. Obviamente isto está relacionado a segregação de funções e procedimentos internos. Mas de fato em 2011 a Libra não nos conta o que fez!

17-  Este R$ 1 milhão em projetos sociais são investimentos próprios ou advindos de programas de dedução fiscal?

Os investimentos são advindos de recursos próprios.

18-  Sabe-se que zonas portuárias são focos de prostituição e possuem altos índices de criminalidade. Por que a empresa não desenvolve nenhum programa para atender mulheres em questões de vulnerabilidade social?

A escolha do Grupo Libra como foco para projetos sociais foi o desenvolvimento de jovens carentes para o primeiro emprego. Esta escolha foi feita através de grupos focais com colaboradores de todas as Unidades. Acreditamos que num médio e longo prazo, este programa tenha efeito importante na comunidade onde os jovens estão inseridos.

Uma pena que estas definições sejam tomadas se a participação das próprias comunidades afetadas. A Libra deveria analisar os impactos ouvindo estas comunidades, pois as soluções vindas deles podem surpreender a empresa.

19-  Vocês sabem realmente a razão de terem uma taxa de rotatividade tão alta de empregados (18,8%)?

Pela análise realizada consideramos o aquecimento do mercado de trabalho e o acirramento da concorrência no setor como principais fatores do turn over entre 2010 e 2011.

20-  A empresa possui 71 executivos..... Vocês não acham que é muito cacique para pouco índio?

Consideramos executivos os gerentes e diretores do Grupo. Dentro do nosso Modelo de Gestão do Grupo Libra a quantidade de executivos é adequada.

21-  Como é efetivamente realizado o processo anual de avalição de desempenho e feedback individual dos empregados ? O feedback é dado em data específica? Existe "o dia nacional do feedback" na empresa ?


A avaliação de desempenho é um processo com período determinado ao longo do ano. As avaliações iniciam-se em janeiro e fevereiro com o grupo de executivos, de abril a maio os demais gestores, julho e agosto toda a organização. Todos recebem feedback individual presencial.

Não ficou clara a metodologia que a empresa aplica nesta questão. Todo funcionário deve receber o feedback e ponto para a empresa fazer isto com todos os empregados, mas qual foi a qualidade disto ???? Ficamos com esta dúvida visto a não explicação da metodologia empregada.

22-  Qual a razão de 22% das reclamações trabalhistas serem relativas a insalubridade e periculosidade? A empresa não respeita esta questão legal para com os empregados?

O Grupo Libra respeita a legislação trabalhista. Periculosidade e insalubridade são pedidos comuns para o tipo de atividade desenvolvida pela empresa. A simples interposição de uma ação – direito assegurado constitucionalmente a todos os nossos cidadãos - não faz com que os pedidos ali pleiteados sejam de fato devidos ou existentes.

Esclarecemos que em ações trabalhistas que envolvem pedido de periculosidade, o juiz é obrigado por lei a realizar detalhado exame do local de trabalho (perícia). Os reiterados resultados favoráveis dos exames realizados nessas ações, atestam a preocupação da companhia no cumprimento da legislação e com a qualidade e segurança no trabalho.

 23-  Por que o índice de dias perdidos pelos empregados varia de 9,9 no norte para 31,2 no sudeste? Se segurança é tema prioritário na empresa, por que os dados contradizem esta afirmação?

A questão da segurança é prioritária em ambas as regiões mas temos obtido melhores resultados na região NE.

Os resultados são discrepantes ! Será que o trabalho desenvolvido no NE não pode ser aplicado no Sudeste ? Nota-se uma gestão desintegrada da empresa sobre esta questão.


24-  O índice de severidade dos acidentes acima de 1900 é relativo ao óbito registrado em 2011 ?

Sim

25-  Quais os dados da pesquisa de percepção de segurança dos empregados ? Eles possuem esta percepção?

Na pesquisa de Clima Organizacional aplicada em 2010, 94% dos colaboradores concordam que a segurança do trabalho é importante para a empresa. 66% acham que as normas de segurança são aplicadas na empresa, 62% concordam que o superior imediato coloca a segurança do trabalho em 1º lugar em todas as decisões e 56% consideram o treinamento de segurança que a empresa oferece adequado.

26-  Sobre o item EC1 do GRI, a empresa diz atender totalmente a este indicador, no entanto, não encontramos dados sobre custos operacionais, salários e benefícios de empregados, pagamento a provedores de capital, impostos brutos. Vocês podem apresentar esses dados?

Consideramos o EC1 como parcial. Este indicador ainda está sendo estruturado pelo Grupo.

27-  Dos 1,1 bilhão em investimentos a Libra poderia fornecer informações sobre os impactos sociais e ambientais relacionados a estes investimentos?

São atendidos pelos projetos sociais cerca de 5.600 pessoas, sendo o principal público, crianças e adolescentes. Para os atuais projetos apoiados não existem indicadores que meçam os impactos sociais e ambientais. Os investimentos sociais estão sendo direcionados para o foco da política de investimento social que terão seus indicadores estruturados a partir de 2012.

Para uma empresa que decide fazer um investimento desta magnitude, a noção sobre os impactos negativos em comunidades sobre este tipo de investimento deveriam já ter sido mapeados.

Nota-se que a empresa tem muito que melhorar nesta questão. Investimento tem que ser bom para todo mundo, não só para a empresa.

28-   Libra descreve que existem metas e indicadores de performance, mas não nos contam nada sobre isto... Poderiam nos relatar quais são as metas e indicadores de sustentabilidade utilizados? E como a empresa está em relação a isto?

Os indicadores que demonstramos neste relatório são aqueles estruturados e acompanhados de forma corporativa em todas as unidades.

A Libra deveria estruturar metas para atendimento em prazos distintos. Só assim o leitor poderia entender se a empresa atende a seus objetivos ou não. De que adianta ter um indicador se não é lançado o desafio de onde quero chegar? Na atual conjuntura social nós como leitores temos o direito de saber quais são esses desafios, pois há reflexos diretos e indiretos das operações da empresa na sociedade como um todo. Temos a plena convicção de que a Libra tem metas definidas internamente.

29-  Por que a Libra não reporta de maneira consistente a geração de resíduos de construção civil?

Este dado está respondido no relatório na página 29, porém, decidimos não compor a tabela devido aos valores destes resíduos distorcerem muito os demais dados, confundindo a comparação de resíduos descartados.

Não há qualquer distorção de dados, quando os apresentamos de forma consistente e organizada. Os resíduos da construção civil para o ramo da Libra são da mais alta importância e devem ser esclarecidos de forma completa.

30-  Para ter o indicador EN22 completo é essencial que se reporte este dado, lembrando que pela legislação nacional, parte deste entulho pode ser resíduo perigoso e outra parte não.

Consideramos o entulho como resíduo não perigoso e estamos trabalhando no sentido de monitorar separando-os entre perigosos e não perigosos para reporte em 2012.

Agradecemos pela transparência da resposta. Bem melhor do que aquelas respostas enlatadas que recebemos: "superamos o atendimento da legislação" etc etc.

31-  É correto entender que o terminal do Rio gerou 12.464 Ton de entulho? Isto é uma quantidade considerável de resíduo de construção civil. Quanto deste resíduo foi perigoso e para onde foi destinado?

Sim, é correto. Esta quantidade foi gerada em virtude da reforma do piso do pátio 1 (2 quadras) para recepção dos 4 novos RTGs.


32-  Por que a Libra não apresenta os dados referentes aos anos de 2009 e 2010, permitindo a nós leitores uma análise de desempenho ambiental? A GRI é bastante clara neste quesito de comparabilidade, não atendido pela Libra.

Os indicadores de sustentabilidade foram estruturados em 2010 não havendo dados comparativos de anos anteriores.


33-  Sobre os derramamentos, a Libra pode nos explicar quais os impactos causados pelos derramamentos, já que suas operações estão localizadas em locais bastante sensíveis?

Os derramamentos não atingem áreas primárias. Na sua maioria acontecem no pátio com pronto atendimento para emergência, gerando pequenos impactos pontuais na geração de resíduos.

34-  A Libra utiliza algum indicador de desempenho para consumo de energia? A apresentação pura dos dados de consumo não demonstra se o desempenho da empresa está melhor ou pior. Vocês monitoram o consumo de energia por contêiner movimentado ou algo similar? Podem esclarecer isto?

Seguindo a determinação no GRI os dados de energia foram expressos em gigajoule. No acompanhamento mensal dos indicadores no Grupo Libra, o consumo de energia é relativizado. Em Libra Terminais, o relativizador são contêiners, na Libra Logística e demais unidades, são metros cúbicos.

35-  Por que a energia indireta cresceu quase 60%?

Em 2010, a Unidade de Negócios Libra Logística não acompanhava o indicador que passou a ser medido em 2011, causando este crescimento.

Agradecemos mais uma vez pela transparência da resposta.

36-  O que a Libra quer dizer com a utilização de caminhões superdimensionados para o transporte de cargas? É um erro do termo utilizado ou uma medida ineficiente de transporte?

A Libra Logística tem como estratégia oferecer soluções integradas com base na otimização do transporte utilizando  o bitrem ou, como também são chamados, caminhões superdimensionados, como uma das opções para seus clientes, buscando aumentar a produtividade e contribuir com a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. O bitrem é uma combinação de veículos de carga composta por um total de sete eixos, o que permite o transporte de um peso bruto total combinado de até 57 toneladas.

37-  Sobre o Item EC8, não encontramos as informações sobre o investimento em infra-estrutura, conforme solicitado neste indicador. A Libra se limita a publicar o volume de recursos por área de atuação, não reportando o que foi destinado à infra-estrutura e a forma como isto foi feito.

Neste indicador, foi aprovado pela GRI os investimentos em projetos sociais considerando o indicador completo.

Nosso blog, que tem por objetivo testar os limites da sustentabilidade da empresas, aproveitamos para esclarecer para os profissionais da Libra e nossos leitores que a GRI não faz verificação de conteudo dos relatórios que recebe, se limitando a analisar de que forma a empresa considerou o atendimento dos indicadores. A GRI não visita as empresas para avaliar se o que está escrito é verdade, não podendo desta forma ser considerado como APROVADO da forma como a Libra sugere. Ficamos bastante surpresos com esta resposta vazia, uma vez que fomos bem claros na pergunta, que é baseado nos protocolos de indicadores econômicos da GRI. De novo sugerimos a Libra que melhore seu nível de resposta para buscar atendimento pleno aos indicadores que são importantes. Afinal, este relatório foi produzido para a GRI ou para nós leitores?

Aliás, em se tratando de aprovação e verificação, a Libra pode nos explicar por que não submete seu relatório a verificação externa independente ??

38-  Entendemos ao ler o capítulo sobre relações de trabalho, que há um ajustamento de conduta sendo conduzido pela Libra, sobre o qual a empresa não esclarece os fatos. O que exatamente a empresa descumpriu para ter assinado este Termo com o Ministério Público do Trabalho?

TAC – Horas Extras

Tendo em vista a regulamentação da jornada do trabalhador portuário em 2011, houve a assinatura do TAC com o objetivo de limitar a realização de 02 horas extras diárias.

Destacamos que a ação do Ministério Público foi realizada em toda a extensão do Porto de Santos, incluindo a mão de obra avulsa.

TAC – Capatazia

Diante da necessidade de regularizar as contratações de colaboradores que exercem atividades ligadas à movimentação de conteiners  foi necessário a assinatura do TAC para estabelecer a preferência em contratar trabalhadores portuários avulso,


39-  Uma pena a Libra não divulgar suas estatísticas de segurança dos anos de 2009 e 2010, o que permitiria a nós leitores, entender um pouco mais sobre o desempenho da empresa ao longo do tempo. Vocês podem apresentar esses dados ?

Os indicadores de segurança foram estruturados de forma corporativa a partir de 2010. Os principais são IFAT (Índice de Frequência de Acidentes de Trabalho) e ISAT (Índice de Severidade de Acidentes de Trabalho)  que foram demonstrados no Relatório.


40-  Sobre o acidente fatal ocorrido, a empresa poderia esclarecer o que ocorreu e qual a causa ou causas do acidente?

Durante a operação de movimentação de contêineres no Redex, a vítima passou por trás da empilhadeira de grande porte, Reach Stacker, que estava em movimento de marcha a ré, sendo atropelado pela máquina. Foi apurada falha na comunicação entre a vítima e o operador da máquina.

41-  Em se tratando de um tema material, esperamos que no próximo relatório este indicador seja apresentado de maneira mais aberta por região para todos os indicadores apresentados. Vocês poderiam apresentar desta forma?

Iremos levar em consideração esta sugestão para o relatório de 2012

42-  No dito "Comitê de relações institucionais", que é o membro independente que trabalha neste setor? É algum lobbysta reconhecido na função ? Qual o trabalho que ele desenvolve?

Este profissional é um consultor independente que participa do Comitê de Relações Institucionais com a mesma função e responsabilidade dos demais membros.

Seria interessante neste caso a empresa citar o nome desta pessoa. O trabalho de Lobby deve ser feito de maneiro muito transparente devido a criticidade deste tipo de trabalho.

43-  Sobre os compromissos assumidos parabenizamos a Libra por ter aderido ao Pacto Global e gostaríamos de receber o relatório de 2011 sobre o atendimento aos princípios do pacto


A adesão ao Pacto se deu em meados de 2011. Nesta edição do relatório, nos limitamos a comunicar que nos tornamos signatários. Estamos estruturando a gestão de cada um dos 10 Princípios para atender e reportar os compromissos e evoluções no próximo ano.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alcoa. Impressionado e ponto.

 
 
Olá Amigos,
 
Mais uma empresa acaba de nos encaminhar as respostas, desta vez a Alcoa.
 
Digo que estou realmente impressionado não só com a atendimento que recebemos pela assessoria de imprensa da empresa, como também pela qualidade das respostas.
 
Se todas as empresas fossem tão diretas e transparentes em suas relações e jogassem o jogo bem jogado como fez a Alcoa, com certeza os dados apresentados neste blog, de uma maneira geral, seriam sempre muito interessantes (não é verdade VW ?).
 
Ao ler todas as respostas, podemos dizer que o que recebemos foi, com certeza, uma das melhores ações de report encaminhadas ao nosso blog dos últimos tempos.
 
Ficamos impressionados com a maneira clara e direta em que a empresa se dirigiu até nós e apresentou seu posicionamento. Pode ser que algumas pessoas não concordem com o posicionamento da Alcoa em algumas questões, mas temos que respeitar a forma de trabalho da empresa, realmente louvável.
 
Assim, com muito orgulho apresento as respostas da empresa neste post. Boa leitura.
 
 
1- Vocês poderiam apresentar uma prestação de contas sobre a gestão de risco da empresa? O que foi feito em 2011 sobre esta questão?

A Alcoa possui um Comitê Estratégico de Gestão de Risco tanto para commodities como moedas, localizado em Nova Iorque.
O Comitê é responsável pela criação da política de gerenciamento de risco que tem como objetivo principal o mitigar as exposições de metal e moeda das empresas do grupo Alcoa.
A gestão destes riscos pode ser realizada tanto por meio da estruturação de compra física/ contratos de venda de metal ou por meio de instrumentos de derivativos feitos junto as instituição financeira.  Para toda e qualquer contração as regiões submetem ao comitê uma proposta detalhada para mitigar sua exposição em questão, que por sua vez só é efetuada após aprovação formal do comitê.
No ano de 2011 nenhum derivativo foi feito na Alcoa Alumínio.
 
2- Sobre as questões relativas a corrupção, quantos casos foram identificados pela empresa e como foi tratada a questão ?
Nenhum caso foi identificado pela empresa em 2011 e, como informado, todas as unidades passaram por avaliações.
 
3-  Com relação aos fornecedores, vê se que dos 1100 contratos firmados com fornecedores críticos, apenas 30 foram auditados em 2011, menos de 3% do total. Será que é por isto que não se tem registro de desvios? Qual a razão de uma auditoria numericamente tão pequena?
Em 2011 foram avaliados mais de 200 fornecedores ou 18,18% do total dos contratos firmados para o ano. Esta avaliação é feita por meio de questionários respondidos por estas empresas e da análise das evidências que são solicitadas para comprovação das respostas ao questionário. Destes 200 fornecedores, além da avaliação documental, fizemos a visita in loco em 30 destes para verificação presencial de todas as condições respondidas ao questionário, desta forma avaliamos presencialmente 15% do total avaliado em 2012.
4- Seria possível conhecer as cláusulas de direitos humanos que devem ser atendidas pelos fornecedores da Alcoa?
Sim, segue em anexo os termos gerais de contratação que constam em nossos contratos, anexos. (os interessados em ver este artigo, favor pedir por e-mail - nota do blog)
 
5- O que é avaliado, em termos de sustentabilidade pela Alcoa, de seus fornecedores presente no questionário citado na página 6?
São avaliadas as seguintes dimensões: governança, social e ambiental. Em governança incluímos combate a corrupção, transparência nas relações e informações, relações com a concorrência. Na dimensão social são avaliadas certificações sociais, de saúde e segurança no trabalho, erradicação do trabalho infantil, do trabalho análogo ao escravo, e de qualquer tipo de discriminação, bem como gestão inclusiva, relações com fornecedores, relações com a comunidade. Na ambiental são avaliadas certificações ambientais, gerenciamento de impactos, minimização de entradas e saídas de materiais, como também gestão ambiental, gestão de pessoas e gestão operacional.
 
6- Quanto que o Fundo Juruti investiu na comunidade neste ano de 2011?
Em 2011 foram executados os projetos financiados no 1º. Edital. Ao todo, foram 22 projetos nas seguintes linhas temáticas: 14 capital econômico, cinco capital social e dois capital ambiental, realizados entre de maio/2010 e até o primeiro semestre de 2012, resultando no investimento de R$ 528 mil.
Em dezembro/2011, a Prefeitura, organizações civis do município, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Alcoa assinaram protocolo de intenções para o estabelecimento do Fundo Semi-Patrimonial, fortalecendo o Funjus e garantindo investimentos em projetos de sustentabilidade nos próximos dez anos em Juruti. Para esse período de dez anos, o Fundo captará investimentos de R$ 6 milhões em múltiplas fontes, garantindo uma média de R$ 500 mil/ano em projetos.
 7- Vocês poderiam definir o que é erro humano no conceito da Alcoa sobre as relações trabalhistas ?
No conceito de Desempenho Humano, erro é uma ação ou comportamento não intencional, que resulta em condição indesejável; conduz uma tarefa ou um sistema fora de limites aceitáveis; ou desvia de um conjunto de regras. Os erros pode ser ativos ou latentes. Ativos são os erros que mudam os equipamentos, sistemas ou área de trabalho gerando consequências indesejadas, imediatamente. Latentes são erros, atos ou decisões que resultam em fraquezas organizacionais ou falhas de equipamentos, as quais permanecem adormecidas até serem reveladas.
 8- Por que vocês não possuem uma política formal para contratar fornecedores locais ?
Devido a complexidade e diversidade de itens adquiridos para nossa operação, a Alcoa, apesar de não possuir uma política formal para contratar fornecedores locais, desenvolve junto a entidades governamentais como Programa Redes (Pará),  PROCEM(Maranhão), Programa Vínculos (Pernambuco) programas formais para capacitar os fornecedores locais para que estes se tornem competitivos.
 
9- Por que apesar das boas taxas de clima organizacional a rotatividade de empregados jovens cresce ano após ano?
De fato a Alcoa consegue bons resultados em Clima Organizacional. A Alcoa foi considerada uma das melhores empresas para se trabalhar pelo Instituto Great Place to Work® por 11 vezes, inclusive nos últimos dois anos: 2011 e 2012. Especialmente agora, num momento difícil do mercado de alumínio no Mundo e no Brasil, esta premiação deixa a empresa ainda mais orgulhosa.
O Turnover de jovens na Alcoa em 2011 foi de 15% em 2011, menor à taxa geral do mercado de trabalho, onde temos índice de 23% de rotatividade, de acordo com os dados da Pesquisa Brasileira em Gestão de Pessoas e Negócios para a Sustentabilidade realizada pela consultoria Sextante. Na nossa visão, os últimos anos da economia brasileira, que é destaque diante de outras economias mais recessivas, demandou fortemente novos profissionais e a escassez intensificou esta disputa por talentos. A grande oferta de emprego aliada ao perfil deste público jovem, uma geração que traz uma mudança na forma de estabelecer e manter vínculos duradouros com as empresas, impactou no crescimento do turnover não só na Alcoa, mas em todo o mercado de trabalho no Brasil e no mundo.
Temos buscado através da montagem de programas especiais, como o programa de Estagiários e o de Novos Engenheiros, por exemplo, fortalecer e catalisar este momento de adaptação entre um novo profissional e a Alcoa. Estes programas consideram mudanças desde a forma de seleção, passando pela integração com os negócios e empresa, chegando ao processo de gestão de talentos e educação continuada. Este esforço tem o objetivo de aprimorar e de prolongar a relação dos profissionais contratados com a Alcoa. Como resultado já somos reconhecidos como uma das melhores empresa para se iniciar a carreira, segundo a revista Você SA.
 
10- Vocês poderiam explicar como funciona o conselho regional de relações comunitárias e como é efetivamente realizada sua governança ? Este projeto ocorre em todas as plantas da Alcoa ?
Para tornar o relacionamento com as comunidades onde atua o mais transparente possível, garantir os benefícios e a continuidade das ações sociais, a Alcoa criou, em 2001, o Conselho Regional de Relações Comunitárias, responsável pelas decisões das aplicações dos recursos da Alcoa e Alcoa Foundation, destinados às comunidades.
Os representantes de Relações Comuitárias da Alcoa das localidades atuam como facilitadores no processo junto ao Conselho Regional. A decisão final dos demais integrantes do Conselho é importante e respeitada, sempre levando em consideração a linha de atuação, os Valores e Políticas da companhia. Os projetos apresentados pelos voluntários e analisados pelos Conselhos Regionais são viabilizados com recursos destinados pela Alcoa Foundation e Instituto Alcoa. Os conselhos analisam e discutem a alocação desses recursos e a supervisão de projetos, depois de apresentação dos trabalhos comunitários, feito e acompanhado por funcionários voluntários da empresa.
Ao serem aprovados, os projetos são encaminhados para análise final do Comitê de Projetos do Instituto Alcoa e Alcoa Foundation. Os Conselhos Regionais são geralmente compostos por três funcionários da Alcoa na localidade, dois representantes de mais duas empresas da região e integrantes de associações de classe (associações comerciais, de pais e mestres, moradores, entre outros) e representantes governamentais. O número de participantes em cada projeto conta, em média, com a participação de 12 pessoas.
Os Conselhos Regionais atuam neste formato nas unidades brasileiras de São Luís (MA), Poços de Caldas (MG), Itapissuma (PE) e Tubarão (SC).
 11- Vocês não citam no relatório exemplos de projetos sociais e resultados. Vocês poderiam ser mais claros neste ponto ?
Em abril de 2010, ao completar 20 anos no Brasil, o Instituto Alcoa iniciou um processo de mudanças em sua atuação, com o objetivo de aprimorá-la para uma contribuição ainda maior ao desenvolvimento social das comunidades com as quais a Alcoa se relaciona.
Somente o ano passado, foram investidos cerca de R$ 3,4 milhões em 52 projetos sociais. Desde 1995, o Instituto Alcoa e a Alcoa Foundation investiram R$ 99,5 milhões em mais de 1.950 projetos.
Além de manter os programas e ações de incentivo ao voluntariado corporativo: ACTION, BRAVO!, Semanas Verdes e Mês Mundial de Serviços Comunitários, o Instituto Alcoa reformulou o Programa de Apoio a Projetos Locais e criou um signature program, o primeiro de sua história: o ECOA - Educação Comunitária Ambiental. Com duração de 12 meses, o Programa ECOA conta com 10 Núcleos de Sustentabilidade, sendo que oito foram implementados neste primeiro ano e os outros dois em 2012.
Os principais resultados até Maio deste ano são:
CURSO DE AGENTES AMBIENTAIS: 9 Cursos De Agentes Ambientais concluídos e 254 Agentes Ambientais certificados;
ATIVIDADES LÚDICAS EDUCATIVAS: 111 atividades e 8.795 pessoas mobilizadas;
EVENTOS TEMÁTICOS: 16 eventos temáticos realizados e 7.820 pessoas mobilizadas;
OFICINA TEMÁTICA: 6 oficinas realizadas e 184 pessoas mobilizadas;
 
Quantidade total de pessoas mobilizadas
Atividades
Quantidade prevista
Quantidade realizada
Curso de Agentes Ambientais
80
254
Atividades Lúdicas Educativas
1750
8795
Oficinas Temáticas Ambientais
400
184
Eventos Temáticos Ambientais
1200
7.820
Cursos Opcionais
250
37
Total
3680
17090
 

O Programa de Apoio a Projetos Locais acontece em todas as localidades e se dá por meio do financiamento de projetos de organizações locais (OSCs e organizações do setor público). A definição dos focos destes projetos é feita a partir da identificação das demandas das comunidades, pelos gerentes, Representantes de Relações Comunitárias (RCs) e Conselhos de cada localidade, conjugadas com os resultados dos diagnósticos e outras peculiaridades locais.
Assim, cada localidade elege um dentre os seguintes focos para o financiamento de projetos: Educação; Saúde; Meio ambiente; Trabalho e renda; Segurança.
Os públicos diretamente atingidos podem ser crianças, jovens, adultos, idosos, lideranças comunitárias, trabalhadores de organizações sociais e do setor público.
12- Parabéns por exemplificar que para Alcoa fornecedor local é aquele que está no município da sua operação. Muito claro isto! Mas gostaríamos de saber porque os fornecedores das pequenas cidades estão diminuindo ano após ano dentro do portfólio da Alcoa ?
De uma forma geral, o volume das compras tem diminuído sendo este um efeito da crise que ainda persiste no setor do alumínio, aliado ao fato de termos concluído alguns importantes projetos que demandavam um grande volume de compras. Entre eles destacam-se a construção da Mina de  Juruti, no estado do Pará, e da expansão da fábrica da Alumar em São Luis, no estado  do Maranhão, e com o final destas obras, os volumes de compras diminuiram sensivelmente, pois alguns serviços e produtos que eram necessários durante este período não tem a mesma demanda na fase de Operação.
13- Gostaríamos de sugerir que no próximo ano a empresa apresente informações além dos funcionários, mas também dos terceiros. Num mundo onde a terceirização é bastante comum, é uma pena não recebermos estas informações. A GRI é bastante clara ao pedir isto em vários indicadores da família LA, como o LA1, por exemplo. Faltou informações importantes sobre esta questão das relações trabalhistas.
 
Avaliaremos, sim, como aprimorar este quesito já no próximo relatório 2012. Conforme o indicador LA 1, o total de trabalhadores terceirizados por região de atuação da Alcoa está demonstrado conforme a seguir: Nordeste: 1.437, Norte: 1.773, Sudeste: 673 e Sul: 93, totalizando 3.976 funcionários.
14- Sobre as hidrelétricas, sentimos uma falta de transparência sobre as polêmicas acerca das usinas Barra Grande e Pai Querê. Sem entrar no mérito das controvérsias do projeto, entendemos que um relatório de sustentabilidade deve atender ao princípio de equilíbrios trazendo as notícias boas e ruins, e neste ponto este relatório deixa a desejar, uma vez que não traz absolutamente nada sobre toda a forma que este projeto está sendo conduzido, se limitando a escrever que existe 93% de aprovação da população no entorno do município da usina Barra Grande.
A audiência pública de Pai Querê foi bastante complexa, o que no mínimo mereceria uma abordagem mais assertiva neste relatório. Do ponto de vista de credibilidade, a Alcoa acaba nos deixando, a partir deste momento de leitura, com a “pulga atrás da orelha” sobre a gestão da empresa nesta questão.
Poderíamos receber esclarecimentos e a visão da empresa sobre tudo o que se divulga na internet (e não é pouco) sobre estes projetos? Ou devemos formar nossa opinião com o que está sendo publicado?
Vejam o que encontramos a respeito:
 
http://riouruguaivivo.wordpress.com/, http://observatorioambiental.com.br/2012/03/26/mais-uma-hidreletrica-do-pac-e-questionada-por-ambientalistas/ http://crismenegon.com.br/portal/1-artigos/2017-a-barragem-de-paiquere.html São críticas e mais críticas sobre destruição, desrespeito a comunidades, fraudes, erros técnicos e por aí vai...
 
Este questionamento é bastante relevante e nos dá a oportunidade de esclarecer alguns pontos importantes sobre a participação da Alcoa em empreendimentos hidrelétricos de maneira geral, bem como avaliar se é possível aumentar o nível de informações sobre estes empreendimentos em nosso relatório.
O primeiro aspecto que precisa ser esclarecido é que a Alcoa é sócia de quatro usinas hidrelétricas em operação no Brasil – Barra Grande, Machadinho, Estreito e Serra do Facão –, que juntas respodem por 70% do consumo de energia da empresa, e de dois projetos em fase de licenciamento – Pai Querê e Santa Isabel. Em todos estes projetos há um consórcio constituido para construir e operar tais empreendimentos e as comunicações com stakeholders são lideradas por estes consórcios. Como cada consórcio seus relatórios de sustentabilidade, a Alcoa insere em seu relatório os dados mais relevantes desses empreendimentos, sem no entanto descatar a importância dos relatórios detalhados de cada usina.
Com relação a Usina de Barra Grande, a aprovação da comunidade mencionada refere-se aos resultados que obtivemos na pesquisa conduzida pelo IBOPE com aproximadamente 1000 pessoas moradoras e lideranças dos nove municípios da área de influência direta da usina. Outra pesquisa conduzida pela UNOESC – Universidade do Oeste Catarinense, desta vez somente com famílias que foram afetadas pela usina, também revelou boa aceitação das comunidades  (mais de 90% das 500 famílias, população diretamente afetada pelo empreendimento, relatou satisfação frente às indenizações recebidas.).
Durante a construção da Usina de Barra Grande, como em todo empreendimento desta magnitude, ocorreram tensões e conflitos sociais, boa parte causada pela presença de um novo cenário na região dos campos de cima da serra e parte também causada pelo legado adquirido quando da concessão da usina hidrelétrica. Modelos de leilões de energia da época forneciam o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) concluído, os quais continham deficiências na caracterização ambiental, resultando em passivos que deveriam ser administrados pelo Consórcio vencedor do leilão.  Foram decorridos sete anos desde a conclusão da construção da Usina e hoje o cenário de aceitação é favorável, não só porque a Baesa mantém atendimento de todas as suas condicionantes da Licença de Operação, mas também pela implantação de diversas iniciativas e projetos sociais voluntários voltados para a geração de renda, educação ambiental, cooperativismo, esporte e cultura, o que pode ser constatado com uma visita a região para realizar diálogo e/ou reuniões com os atores locais.
Com relação ao projeto da Usina de Pai Querê, as informações contidas no Relatório de Sustentabilidade se limitaram a informar o status do processo de licenciamento do empreendimento, uma vez que ele encontra-se ainda em fase de licenciamento ambiental.
A companhia respeita todas as manifestações, mas é importante ressaltar que as informações contidas na Internet, postadas pelas ONGs da área ambiental, não refletem o conjunto de esforços, ações, estudos e caracterizações sistemáticas conduzidas nas campanhas de campo solicitadas pelo Ibama. Todos os itens contidos no Termo de Referência que definiu as diretrizes do EIA foram atendidos.
Para este empreendimento, foram realizadas quatro Audiências Públicas: três delas em municípios localizados na área de influência direta da Usina: Lages/SC, São Joaquim/SC e Bom Jesus/RS e uma, última, em Porto Alegre, distante da área de influência direta, indireta ou de abrangência regional do empreendimento. A audiência ocorrida em Porto Alegre foi realizada sobretudo para atender as ONGs da capital, cuja maior parte historicamente se opõe ao projeto de Pai Querê e às grandes obras de infraestrutura em geral. Nesta audiência, onde os resultados foram amplamente divulgados nos sites das ONGs, os argumentos técnicos respondidos não eram aceitos, independente da profundidade e justificativas apresentadas. Isto se evidencia na análise das atas das quatro Audiências Públicas, todas disponíveis no site do IBAMA, ao se constatar que naquelas ocorridas nos municípios da área de influência do projeto de Pai Querê, em geral, ocorreram posicionamentos críticos e preocupações sociais e ambientais, mas amplamente favoráveis ao empreendimento.
Certamente se constatam controvérsias, muitas das quais derivadas de fortes posicionamentos ideológicos de confrontação e resistência ao projeto de Pai Querê. Antes das Audiências, a Alcoa foi a Porto Alegre e procurou abrir diálogo com os movimentos contrários objetivando entender os posicionamentos e construir soluções conjuntas, contudo não houve adesão de parte de ONGs ao diálogo e a busca de uma agenda comum para conciliar desenvolvimento e conservação, que é a nossa missão.
A partir do conjunto de informações apresentadas no EIA e no RIMA,  entende-se que, pelas características do projeto associadas às condições da região, no que tange aos temas estudados, a implantação e operação da Usina Pai Querê pode trazer à região uma série de efeitos, alguns adversos, outros benéficos, os quais, em sua maior parte, apresentam condições de controle, minimização ou compensação dos aspectos negativos, bem como a potencialização dos aspectos positivos.
 
15- Muito interessante e claras as informações sobre as medições e reduções de emissões, no entanto não ficou claro por que houve um aumento considerável nas emissões oriundas de carvão mineral nos ultimos anos. Por que isto acontece ? Este aumento não contradiz o posicionamento da empresa frente suas afirmações relativas a qualidade do ar ?
Isto ocorreu devido ao aumento de produção da Refinaria de Bauxita em nossa fábrica situada em São Luís – MA, essa planta utiliza carvão mineral para geração de vapor e a produção foi ampliada de 1.5 milhões de toneladas por ano de alumina para 3.5 milhões de toneladas/ ano, consequentemente houve  maior necessidade de consumo de carvão. O número não contradiz o nosso posicionamento, pois a mensuração de emissões está sempre relacionada com a intensidade de emissões e não das emissões em números absolutos. A intensidade de emissões pode ser entendida como a quantidade de emissões por quantidade de produto, ou seja, em nosso caso, quantidade de emissão por tonelada de aluminio ou alumina. Este indicador fornece uma indicação real dos esforços das empresas para reduzir as emissões de acordo com a sua produção.  Apesar de termos um aumento no consumo de carvão mineral e em números absolutos de suas emissões, observarmos valores menores na intensidade de emissões para as Refinarias. Além disso, temos investido em eficiência energética e projetos diversos para a redução de nossas emissões (como consta em nosso relatório de sustentabilidade). Deste modo, estamos reafirmando o nosso posicionamento com relação à qualidade do ar.
 
16- A empresa reporta dados sobre a redução do consumo específico de água. Como está a visão da empresa em relação a pegada hídrica, que agora tem um protocolo montado para esta análise?
Nós estamos atentos a esta questão e participamos de discussões sobre o assunto junto a Associação Brasileira do Alumínio – ABAL e em outros Fóruns, com o objetivo de nivelar a mensuração e gerenciamento de água no setor industrial. Mesmo com a existência de algumas metodologias, a “pegada hídrica” não está consolidada para aplicação no Brasil, requerendo aprofundamento maior para seu uso. De qualquer modo, julgamos o assunto como sendo de extrema importância e temos buscado analisar junto a parceiros a sua futura aplicação.
 
17- O que vocês querem dizer na nota da página 20 denominada EM 2011: “ a redução obteve aumento em seu consumo de 7,7%” ?

O termo “Redução” (tradução do inglês para o termo Smelter) se refere a um dos processos industriais da cadeia do alumínio no qual ocorre a transformação de Alumina (óxido de alumínio) em Alumínio. Houve um erro ao escrever “redução” em letra minúscula, pois  a palavra transmitiu o sentido de “reduzir” e não o nome do processo industrial. Corrigiremos.
18- O que a empresa faz com os resíduos perigosos que não são reciclados? Qual a segurança da sociedade para com a destinação correta destes resíduos ?

Os resíduos perigosos não reciclados representam uma parcela muito pequena, não significativa, dos resíduos totais gerados pela Alcoa. Mesmo esta parcela sendo muito pequena, estes resíduos perigosos são destinados a empresas certificadas e licenciadas para realizar a sua correta destinação final e tratamentos previstos em lei. 
 
19- Sabemos que as atividades da  mineração são impactantes para moradores do entorno das unidades. Estranhamos não encontrar qualquer informação sobre isto no relatório. Poeira, condição de estradas, acidentes de trânsito causados por caminhões da empresa ou terceiros, nada disto e reportado para nós, leitores. Vocês possuem essas informações ?

Sim. Nós dispomos dessas informações e temos, inclusive, um plano de monitoramento e contramedidas para evitar que quaisquer emissões possam causar impactos em nossas comunidades vizinhas. As nossas minas de bauxita, via de regra, estão situadas em áreas onde não há conglomerados urbanos, ainda assim, reforçamos, temos um processo estruturado para supressão de poeira, com o uso de carros pipa entre outras ações. Em relação a segurança, temos um processo bem consolidado, que contém Planos detalhados de Segurança nas estradas, onde todos os motoristas são treinados em direção defensiva, as empresas transportadoras são previamente qualificadas e fazemos auditorias para verificação de conformidade. Temos um dos melhores índices de segurança do trabalho em todo o mundo, e nos orgulhamos disso.
Todos os anos, nós realizamos uma consulta com todas as nossas partes interessadas (Ongs, sociedade civil, fonecedores, governo, funcionários, entre outros) para estabelecermos as informações que todas as partes julgam pertinentes para serem incluídas em nosso relatório. Isto é chamado de Princípio de Materialidade. Mesmo dispondo das informações descritas na pergunta, não a incluimos neste relatório pois não foram identificadas como “materiais” por nossas partes interessadas, focando em  informações que o público consultado indicou interesse em saber.
20- Retirando o investimentos em parques de conservação, quanto a Alcoa investiu em projetos sociais em 2011 ?

Ao longo de 2011, o Instituto Alcoa apoiou, seja com recursos próprios ou com recursos provenientes da Alcoa Foundation, 52 projetos totalizando R$ 3.426.854,69.

21- Vocês afirmam que das áreas degradas em 2012 vocês recuperarão 120 hectares. Isto é quantos % do total a ser recuperado ?

Isto representa 100% do total disponível a ser recuperado. Todo ano, planejamos o tamanho das áreas a serem mineradas. Uma vez que o processo de mineração é finalizado em uma área, esta será reabilitada integralmente em seqüência. Deste modo, os 120 hectares representam 100% das áreas mineradas exauridas.

22- A Alcoa traça uma linha de 1,5 milhão em multa para o conceito de significativo e daí afirma que não foram emitidas multas significativas ambientais. Qual a razão de se escolher a base de 1,5 milhão ? Os stakeholders que vivem próximo a uma unidade da Alcoa adoriam saber das multas mais baixas, relacionadas aos impactos causados na vida deles. Que tal apresentar as multas com valores até R$ 50.000,00? Será que o cenário muda? A empresa paga todas as multas ou recorre sempre ?

A razão de estabelecer R$ 1,5 milhão como base está de acordo com o porte, setor e principalmente faturamento da empresa. O GRI em seus indicadores que tratam de multas ambientais (EN28 - página 47 do Protocolo) não menciona o valor considerado significativo; também não há legislação que o estabeleça. Em 2011 foi recolhida multa no valor de R$ 50.000,00 em favor da União (Secretaria de Direito Econômico), conforme acordado no Compromisso de Ajustamento de Conduta entre o Ministério Público do Estado do Maranhão e o Consórcio de Alumínio do Maranhão assinado em 14 de janeiro de 2011. Como nos demais itens reportados no relatório, baseado no princípio de materialidade informamos aquilo que as partes consultadas julgam pertinentes, o que não foi o caso das multas abaixo da faixa estabelecida pela empresa.
Quanto ao pagamento de multas, cada caso é tratado de maneira particular, considerando o direito da empresa de recorrer quando identifica que a multa aplicada não procede ou é demasiadamente exagerada.

23- Sobre segurança vocês reportam que não houve óbitos. Isto também se aplica a todos os funcionários de empresas terceiras que trabalham para a Alcoa? Aliás, qual é afinal o número de funcionários de empresas que prestam serviços para a Alcoa?

Nosso sistema de reporte de incidentes aplica-se a empresas contratadas e sub-contratadas, sob a supervisão direta da Alcoa. Não houve óbitos envolvendo contratados, no período. Em relação ao número de contratados, isso pode variar de acordo com a localidade e o período. Para fins de implantação do programa de Desempenho Humano, temos trabalhado com um total de 6.271 contratados em 2011.

 24- Apesar de não haver óbito, o total de incidentes com lesão aumentaram de 10 para 11. Isto não é uma bomba relógio armada para um futuro acidente fatal ? Qual o trabalho da empresa para reduzir este índice ?

Para a Alcoa, evitar fatalidades relacionadas ao trabalho é uma prioridade. Existe um programa específico, chamado Prevenção de Fatalidades, onde as localidades são responsáveis por identificar e eliminar/controlar os riscos com potencial de fatalidade. O time de prevenção de fatalidades reune-se periodicamente para acompanhar o andamento das medidas de proteção, sob a liderança dos gerentes operacionais, demonstrando o comprometimento dos líderes da Alcoa com o assunto. Além deste programa, todo incidente com potencial de fatalidade é classificado como um major incident, independente de haver ou não lesão. Estes incidentes passam por uma investigação rigorosa com o objetivo de identificar e eliminar/controlar os riscos de fatalidade. Ainda, todos os major incidents são discutimos globalmente, todos os meses, para compartilhar aprendizados e boas práticas de forma a agir preventivamente a partir do aprendizado de outros.